Pequenas e poéticas

Noite no deserto

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O tempo adornou de areias

a face de uma palavra esquecida no deserto.

Áspera e ocre, a palavra ganhou nome:

Solidão.

 

Um nômade pastor

tocando cordas de tripa

vence a longa noite

junto ao corpo do alaúde.

 

É um vasto silêncio

e ecos de eras imemoriais

dançando como neblina rumo

ao fundo céu de um oriente

imaginário.

 

A voz ressoando assim

amarela, seca e infinita

vinda de um instrumento solitário

Faz a noite refrescar as dunas

com estrelas prateadas.

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