Paixão

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Percebo então que há um momento em que cessam as buscas. Já não sou eu que me movo. Sou movido…

Não ‘quero’ dedicar-me. Não desejo realizar qualquer coisa.

São os eventos que me atravessam. Empurram-me adiante.

O Ser é todo ele uma história de perfurações dos acontecimentos, golpeando-o em direção ao seu destino. O Ser apaixona-se!

Penso que assim foi com o Cristo

Ferido de morte, não pelas mãos dos romanos, mas pela ponta da lança de um incomensurável Amor. Amor à humanidade.

É um amor louco que o atravessa e o faz dançar como um lunático desenganado e feliz, em júbilos de sangue, rumo à cruz.

É o Ser inebriado, doente de amor que despenca, perde os sentidos, padece de extase.

Cristo doente de amor, apaixonado pela mais sublime criação Divina: o Homem.

Assim também Rumi enlouquecido de amor, desatando a girar na rua, eternamente…

Que poderosa força faria desligar-se o sujeito de si mesmo, entregue ao norte que o amor o leve?

O que me faria capaz de caminhar tão dócil e alegre para a morte?

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