Manifesto da voz

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No pulso que vibra a tenra artéria; na membrana que ressoa as grossas fibras e no sopro que anima a bruta carne, ouve-se o som do impulso grave, o chamado distante que movimenta a alma inquieta em direção ao vento. Brota em seu seio a chama da liberdade inata, tantas vezes mutilada pelo medo, pela perda da coragem, sua fraqueza. Medo de existir, da competência para a vida real, para a vida maior; medo do medo, do pavor ante o abismo cósmico da consciência. Medo de nada, medo do Nada. De nadar a deriva, nadar em nada, em vazio. Nada. Mas eis que então, subitamente, a voz plena, da escuridão laríngea,  da caverna profunda, ressoa…anuncia:

EU SÔO!

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